ONU

Estamos acostumados a tomar como certo tudo que a ONU diz e determina. Suas estatísticas são incontestáveis. Suas recomendações são ordens. Tudo que de lá vem é bom, por princípio. Pois não é lá que se defende a paz e a harmonia entre os homens? Uma espécie de deus de uma religião pagã? Seus funcionários se metem em tudo através das diversas ‘agências’ – sofisma que será empregado até poderem usar o nome verdadeiro: Ministérios Mundiais. A burocracia já atingiu níveis nunca alcançados em nenhum outro lugar, nem mesmo na URSS. São mais de 130 agências, comissões, sub-comissões, delegacias, inspetorias, etc., das quais conhecemos uma parte ínfima mas pelas quais já se pode perceber o tremendo poder de que dispõem.
É a UNESCO que determina os currículos do mundo inteiro. É a OMS que diz o que podemos comer, como devemos cuidar de nosso corpo e mente, que medidas sanitárias devemos usar. A OMC determina como deve ser o comércio mundial. A AIEA determina quem pode ter armas nucleares. A UNICEF estabelece as categorias nas quais temos que cuidar de nossos filhos, quantos devemos ter. A FAO distribui os plantios agrícolas. O complexo bancário FMI/BANCO MUNDIAL/BID decide quais países serão economicamente viáveis, quais devem falir. São tantas as ‘agências/ministérios’ que nem sei quem determina a falácia chamada IDH – Índice de Desenvolvimento Humano.
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Criada dos escombros de uma das mais sangrentas guerras da história humana por uma população exausta ansiando por paz após seis anos de matanças, a ONU teve as condições propícias para já nascer hipnótica: as pessoas queriam se convencer de que a paz eterna é possível se criado um mecanismo internacional de diálogo entre as nações. Aí fica fácil iludir todo mundo, pois esta é a única condição sine qua non para o hipnotismo: o paciente desejá-lo.
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A ONU não quer a paz! Quer é a guerra; quanto mais guerra mais justifica sua necessidade e mais se apresenta como a única solução. Se acabarem-se as guerras, acaba a ONU. Alguém acredita que interessa aos médicos acabar com todas as doenças e ficar desempregados? Ou que interessa aos advogados fazerem leis simples que todos entendam e possam se defender sozinhos?
Heitor de Paola












8 Comments:
Escultura de Jens Galschiott.
Ausência
Eu deixarei que morra em mim o desejo de amar os teus olhos que são doces. Porque nada poderei dar, senão a mágoa de me ver eternamente exausto.
Mesmo que ainda sinta que existe em meu gesto, o seu gesto, em minha voz, a sua voz...
Eu deixarei... e você irá...
http://www.estadao.com.br/noticias/vidae,onu-sugere-controle-de-natalidade-para-combater-aquecimento,468339,0.htm
Black Dynamite é um blaxploitation excelente, feito em 2009 e ambientado nos anos 70. Trilha, roteiro, ambientações, figurino, tudo muito bem cuidado. Quem quiser assistir, tem o link na sessão de torrents aqui do blog.
Adrian Younge, além de compor toda a trilha e nela tocar todos os instrumentos, ainda foi o montador do filme. NESTA entrevista ele fala a respeito.
love your blog!!!
exatamente!
nos dão uma liberdade cheia de limitações e condições propícias.
nos dão saidas já estudadas e sem possiveis alterações inusitadas.
falou e disse Heitor!
aqui é o Vinícius D.A. e
primeiro quero dizer q acompanho o fiume faz tempo e acho interessante a maioria dos textos e sons postados por aqui. quase tudo nota 10!
mas po, nesse texto o autor exagerou um pouco. Como assim a ONU quer a guerra (tem gente ali dentro q é do bem e faz o bem!)? e como ele compara a ONU com um médico q não quer ver o fim das doenças no mundo? existem doutores e doutores, não existem só cafajestes nesse meio! sei lá, pelo jeito o Heitor de Paola deve achar q os rapers não gostariam q os problemas sociais se acabassem, q se os problemas ecológicos se acabassem os ambientalistas ficariam tristes...ahá! não q tudo q ele falou esteja errado, mas ele extrapolou um pouco.
Quem extrapola é a ONU, Vinicius.
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